Esta é uma reflexão sobre a vocação de ser cristão. Hoje a Igreja vive em busca de dons, ou de prosperidade, ou de qualquer outra coisa menos atender ao chamado do Senhor. Fazer a vontade de Deus implica em seguir o Seu exemplo, andando pelo caminho Dele. Está cada dia mais difícil encontrar discípulos dispostos a sofrer, e se necessário até morrer por amor a Cristo, e essa mensagem precisa ser anunciada nesses últimos dias da Igreja de Cristo:
"Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa do testemunho
que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida."
(Ap 12.11)
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VIVER PARA DEUS
E MORRER PARA O MUNDO
( OU MORRER PARA DEUS E VIVER PARA O MUNDO?)
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“Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos”
(Sl 116.15)
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Lembro-me a primeira vez que me deparei com o versículo de Marcos 8.34 (e também Mt 16.24 e Lc 9.23) que diz assim: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me”. E isso foi logo depois da primeira multiplicação de pães e peixes, e pensei comigo: “Por que Jesus, diante de cerca de 5 mil homens, não pregou uma mensagem de paz, etc e tal, a fim de ganhar ali uma legião de seguidores?” Pensei até em mim mesmo e nos motivos que me levaram a crer em Jesus... Graças a Deus os servos de Deus que me evangelizaram não mentiram para mim, mas levaram-me até a Cruz de Cristo, fazendo-me reconhecer os meus pecados e a minha crucial necessidade de salvação... Mas, nesses anos de caminhada com Jesus, ajudando pessoas a encontrá-Lo, tenho sido duramente confrontado por pessoas (não poucas!) que frequentemente são convidadas a crer em uma mentira: “Venha pra Jesus, aceite-o em seu coração e tudo ficará bem!” É verdade que a paz que o mundo não pode dar nós a temos pelo Espírito Santo, mas onde estão as famosas promessas que dizem que tudo ficará bem se eu aceitar Jesus? Onde Deus promete que minhas contas serão milagrosamente pagas, ou que os meus problemas desaparecerão? Estou falando de utopia? Não, estou falando de um evangelho mentiroso que está assolando a verdade bíblica, e afastando as pessoas do caminho da cruz. E quem está fazendo isso, acredite se quiser, são homens (e mulheres também) que foram chamados, capacitados e enviados (“ungidos”) para serem verdadeiras testemunhas de Cristo, guiando as pessoas até a Cruz. Em Mateus 24, estando Jesus e os discípulos ali no Monte das Oliveiras, eles perguntaram ao Senhor: “Declara-nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo” (v. 3). E o Senhor responde a eles: “Acautelai-vos, que ninguém vos engane. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; a muitos enganarão.” Observe com cuidado a resposta dada por Jesus: ...Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo... Eu te pergunto: são poucos ou muitos os que hoje se declaram enviados por Jesus, e em nome de Jesus? Essa expressão “o Cristo” significa literalmente “o ungido”, e eu te pergunto: são poucos ou muitos que hoje se declaram ungidos do Senhor? Esses homens, que assim se comportam, estão guiando as multidões de seguidores aos pés da cruz, a fim de morrerem para o mundo e viverem para Deus? O último Dia o dirá. O Senhor Jesus já nos advertiu em sua Palavra como serão nos últimos dias. .Cuide para que você não se dê por desavisado e não seja enganado.
O sacerdócio de Jesus
Voltando a Marcos 8.34, Jesus não procurou atrair para si pessoas, seguidores, não tentou os atrair com uma mensagem consoladora de conforto, ânimo e encorajamento, mas impôs uma condição radical para aquele que decidisse segui-lo: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me”. Esse texto me faz pensar em uma característica do Senhor Jesus, eu diria que este é o ministério eterno do Senhor... Em Gênesis 14.18, aparece no texto bíblico uma pessoa chamada Melquisedeque, rei de Salém, e que trouxe pão e vinho para ceiar com Abraão, e que era sacerdote do Deus Altíssimo... e também em Hebreus 7 lemos:
“Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo,
que saiu ao encontro de Abraão quando este regressava da matança dos reis,
e o abençoou, a quem também Abraão separou o dízimo de tudo
(sendo primeiramente, por interpretação do seu nome, rei de justiça,
e depois também rei de Salém, que é rei de paz; sem pai, sem mãe, sem genealogia,
não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas feito semelhante ao Filho de Deus),
permanece sacerdote para sempre. Considerai, pois, quão grande era este,
a quem até o patriarca Abraão deu o dízimo dentre os melhores despojos.”
(Hb 7.1-4)
Irmãos, quem será essa pessoa linda que apresentou-se a Abraão, trazendo pão e vinho (será mera coicidência com a ceia do Senhor?) cujo nome interpreta-se por Rei de Justiça, Rei de Paz, não tendo princípio de dias nem fim de existência, mas feito semelhante ao Filho de Deus? Ah irmãos! A verdade é que nós não conhecemos nem uma vírgula ainda da grandeza e majestade do Senhor Jesus! Mas qual o ministério do Senhor Jesus, hoje? A resposta está em Hebreus 6.20:
“Onde Jesus, como precursor, entrou por nós, tendo se tornado
sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque”
Quando eu penso em sacerdócio, logo me vem à mente duas coisas: oferta e sacrifício. Qual era a rotina do sacerdote, no tempo do Antigo Testamento? Todos os dias ele tomava a oferta, santificava a oferta consagrando-a, partia a oferta (ou sacrificava o animal) e oferecia a Deus. Guarde em seu pensamento esses 4 movimentos: 1- tomar... 2- santificar... 3- partir ou sacrificar... 4- dar... Na ceia do Senhor, Jesus fez exatamente esses 4 movimentos, vejamos:
“Enquanto comiam, Jesus tomou um pão e, abençoando-o, o partiu e deu-lho, dizendo:
Tomai; isto é o meu corpo. E tomando um cálice, rendeu graças e deu-lho;
e todos beberam dele.
E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue do pacto, que por muitos é derramado.”
(Mc 14.22-24)
Observe também esses 4 movimentos de Jesus na ocasião da multiplicação dos peixes e também na ocasião que o Senhor pernoitou com os discípulos a caminho de Emaús:
“E tomando os cinco pães e os dois peixes, e erguendo os olhos ao céu, os abençoou;
partiu os pães e os entregava a seus discípulos para lhos servirem;
também repartiu os dois peixes por todos.”
(Mc 6.41)
“E aconteceu que, quando estavam à mesa,
tomando ele o pão, abençoou-o e, tendo-o partindo, lhes deu.”
(Lc 24.30)
Irmãos, percebem que há Jesus essa característica sacerdotal? E como o versículo de Hebreus 6.20 diz: “...tendo se tornado sumo sacerdote para sempre...” Agora compare esses 4 movimentos com a condição imposta pelo Senhor em Marcos 8.34:
“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo,
tome cada dia a sua cruz, e siga-me”
Eu te pergunto: negar-se a si mesmo e tomar a cada dia a sua cruz não é o mesmo que morrer para mim mesmo, para o mundo, e viver para Deus? Isso não é o mesmo que entregar-se em sacrifício para Deus? Se você não concorda comigo, vejamos o apelo que o Ap. Paulo nos faz em Romanos 12.1-2:
“Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos
como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente,
para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”
Irmãos, eu entendo que “culto racional” fala de uma entrega consciente, de plena consciência, uma entrega voluntária para Deus, que é a minha própria vida. E após essa entrega consciente à morte, Paulo nos roga para que sejamos transformados e conheçamos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus, e não a nossa vontade. Lembre-se da oração do Senhor Jesus no Jardim do Getsêmani:
“E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; afasta de mim este cálice;
todavia não seja o que eu quero, mas o que tu queres.”
(Mc 14.36)
Naquele momento o Senhor Jesus estava cumprindo em sua vida exatamento o apelo que Paulo nos convida a fazer ali em Romanos 12.1-2. Foi assim para o Senhor Jesus, foi assim também para os apóstolos, mas por que não seria assim para mim, para você e para todos os que quiserem vir após Jesus?
O martírio dos apóstolos
O texto abaixo foi extraído do histórico Livro dos Mártires de John Foxe (1) e de escritos de Jerônimo, Clemente e outros pais da Igreja Primitiva. Estes relatos são tradições que foram passadas por gerações de cristãos, e por serem tão corroboradas como fatos históricos, são relatos dignos de nossa total aceitação:
Após o martírio de Estêvão, Tiago, o irmão de João, sofreu o martírio seguinte. Clemente escreveu que, quando Tiago foi levado ao tribunal, o homem que era causador do seu problema foi que o levou ali. Ao ver Tiago condenado à morte, ele ficou tão tocado pelo arrependimento que, quando foi à execução de Tiago, ele mesmo confessou Cristo, para que eles fossem levados juntos. Tiago fez uma pausa e depois respondeu: “A paz esteja contigo, irmão!” e beijou-o. Foram degolados juntos em 36 d.C.
Tomé pregou aos partianos, medos, persas, carmanianos, hircânios, bactrianos e magianos. Em Calamina, uma cidade da Índia, foi morto por uma flechada.
Simão, que era irmão de Judas e Tiago, o mais jovem, todos filhos de Maria Cleófas e de Alfeu, tornou-se o Bispo de Jerusalém depois de Tiago, e foi crucificado em uma cidade do Egito na época do imperador Trajano.
Simão, o apóstolo, chamado Cananeu e Zelote, pregou na Mauritânia, em locais da África e na Bretanha, onde foi crucificado.
Marcos, o evangelista e primeiro Bispo de Alexandria, pregou o evangelho no Egito. Lá, foi arrastado com cordas, o que desencaixou todas as suas articulações. Depois foi queimado. Isso aconteceu durante o reinado de Trajano.
Diz-se que Bartolomeu também pregou aos indianos, e que traduziu o evangelho de Mateus para a língua deles. Em Albinópolis, uma cidade da Armênia maior, ele recebeu pauladas, foi crucificado e depois decapitado.
André, o irmão de Pedro, foi crucificado por Aegeas, um governador romano, em uma cidade chamada Sebastópolis. André, por sua pregação, trouxe tantos para a fé em Cristo que o governador foi à província para forçá-los para que sacrificassem aos ídolos e renunciassem à fé. André desafiou Aegeas de frente, chamando-o para renunciar aos seus falsos deuses e ídolos, declarando que os deuses e ídolos dos romanos não eram deuses, mas demônios e inimigos da humanidade. Enfurecido, o pró-consul condenou André a não ensinar nem pregar mais coisas semelhantes. Se o fizesse, ele seria crucificado imediatamente. André respondeu: “Eu ão teria pregado a honra e a glória da cruz se temesse a morte da cruz”. André foi imediatamente condenado. Quando André estava sendo levado ao local da execução, vendo à distância a cruz sendo preparada, ele exclamou: “Ó cruz, bem-vinda e aguardada! Com uma mente disposta, alegre e desejosa, venho a ti, sendo discípulo dEle, que foi pendurado em ti: porque sempre fui teu amado, e desejava te abraçar”.
Mateus, também chamado Levi, depois de converter à fé muitos da Etiópia e aparentemente todos do Egito, foi atravessado por uma lança de Hircânio, rei da Etiópia.
Filipe, o apóstolo, depois de ter trabalhado pregando a palavra para algumas das nações mais bárbaras do mundo na época, foi crucificado e apedrejado em Hierápolis, uma cidade da Frígia.
Tiago, irmão do Senhor, era estimado por todos de Jerusalém pela sua justiça, sendo chamado “Tiago, o Justo”. Quando muitos dos principais homens da cidade creram, os líderes escribas e fariseus ordenaram que Tiago impedisse que as pessoas cressem que Jesus era o Messias. Durante a Páscoa, levaram-no a uma muralha no templo, de onde ele podia se dirigir às multidões que se encontravam embaixo. Quando Tiago testificou que Jesus era o Cristo e estava assentado à direita do Pai, foi atirado do alto. Ele não morreu de imediato, mas lutou para se ajoelhar a fim de orar por seus perseguidores. Eles correram para baixo e começaram a apedrejá-lo. Ele continuou suas orações como Estêvão tinha feito antes dele, até morrer.
Pedro estava pregando em Roma quando foi solicitado a fugir da cidade porque Nero o procurava para matá-lo. Quando ele estava saindo pela porta, teve uma visão do Senhor vindo ao seu encontro. Caindo no chão para adorá-Lo, Pedro perguntou ao Senhor onde Ele estava indo, e Ele respondeu que tinha vindo para ser crucificado novamente. Pedro entendeu que isso significava que era hora de seguir seu Senhor na morte, e voltou à cidade. Quando foi capturado, Pedro pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, porque não era digno de ser crucificado da mesma maneira que o Senhor. Seu pedido foi atendido.
Paulo, o apóstolo, também foi martirizado por Nero. Este enviou a Paulo dois de seus próprios escudeiros, Ferega e Partêmio, com a declaração da sua sentença de morte. Paulo orou por eles, a pedido deles, e disse-lhes que eles iriam crer e que seriam batizados no seu sepulcro. Depois, foi levado para fora da cidade e decapitado. Os dois escudeiros creram.
A perseguição cessou sob o Imperador Vespasiano, mas começou novamente sob Domiciano, o irmão de Tito. Nesta perseguição João, o apóstolo, foi exilado na ilha de Patmos. Após a morte de Domiciano, João foi libertado. Ele depois foi para Éfeso, onde permaneceu até o tempo de Trajano. Lá ele se assentava como ancião nas igrejas e escreveu seu Evangelho. Há relatos de que o ministério de João continuou até a idade de cem anos. Também há vários relatos de tentativas feitas pelos romanos para matar João, mas nenhuma delas teve sucesso. Um deles declara que ele foi fervido em óleo sem que nada acontecesse, antes de seu exílio em Patmos. Porque não há relato da sua morte, isto fez com que se perguntasse sobre a declaração do Senhor concernente a João, que foi feita a Pedro:
“Ora, vendo Pedro a este, perguntou a Jesus: Senhor, e deste que será? Respondeu-lhe Jesus: Se eu quiser que ele fique até que eu venha, que tens tu com isso? Segue-me tu.
Divulgou-se, pois, entre os irmãos este dito, que aquele discípulo
não havia de morrer. Jesus, porém, não disse que não morreria, mas:
se eu quiser que ele fique até que eu venha, que tens tu com isso?”
(Jo 21.21-23)
Sementes devem ser semeadas... (ou enterradas)
Todos sabemos qual a função de uma semente. A função dela é ser semeada e gerar uma nova planta da sua espécie. Semear significa enterrar... isso me faz pensar em sepultamento, morte. Sabemos também que sementes podem ser beneficiadas e tornarem-se úteis para alimento, etc, mas dessa forma não será cumprida a sua missão de gerar uma nova planta. Ou seja, é possível decidir o futuro da semente. Podemos decidir se ela permanece ou não. Da mesma forma, usando essa analogia da semente, Jesus decidiu entregar-se à morte. Em Lucas 9.51 encontramos esse versículo:
“E aconteceu que, ao se comlpetarem os dias em que devia ele ser assunto aos céu,
manifestou, no semblante, a intéprida resolução de ir para Jerusalém”
Isso nos mostra que o Senhor aqui tomou uma decisão: fazer a vontade do Pai (entregar-se à morte). A partir daqui o Senhor e os apóstolos iniciam uma jornada que se encerra na entrada triunfal do Senhor em Jerusalém. Era páscoa (a tradicional celebração do cordeiro pascal, lembrando a morte dos primogênitos e a libertação de Israel), e o Senhor iniciou com os apóstolos a conversa mais difícil de toda a sua vida... Sabendo Ele que a sua hora havia sido chegada, Ele faz a seguinte afirmação:
“Em verdade, em verdade vos digo:
Se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só;
mas se morrer, dá muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á;
e quem neste mundo odeia a a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna.”
(Jo 12.24-25)
Assim como aconteceu com o Senhor Jesus, o Ap. Paulo, após ter cumprido suas três viagens missionárias, entendeu também que chegou a hora de tomar a decisão mais difícil de sua vida:
“Cumpridas essas coisas, Paulo resolveu, no seu espírito, ir a Jerusalém,
passando pela Macedônia e Acaia, considerando: Depois de haver estado ali,
importa-me também ver Roma.”
(At 19.21)
Em Jerusalém Paulo foi preso, e em Roma ele foi morto. Agora eu te pergunto: por quê, tanto o Senhor Jesus quanto o Ap. Paulo, assim como os demais apóstolos e tantos servos do Senhor, que honradamente os chamamos de “heróis da fé”, tomaram essa tão importante decisão de morrer, quando que hoje, se esse pensamento for anunciado à Igreja, será considerado herege e utópico? Resposta: porque hoje não há nada que seja mais valorizado do que a vida, a satisfação, a realização dos seus sonhos... e isso na Igreja! Como eu ouvi de um irmão esses dias: “Você merece ser feliz!” Perdoem-me os irmãos, mas o que eu descubro na Palavra de Deus a meu respeito é que eu mereço ir para o inferno, e só não irei para lá se: Primeiro: o meu nome estiver inscrito no Livro da Vida (Ap 20.15; Lc 10.20); Segundo: se o sangue de Jesus tiver lavado todos os meus pecados (Ap 22.14; 1Jo 1.7); e terceiro: se as minhas vestes estiverem apropriadas no Dia das Bodas do Cordeiro (Ap 19.7-8; Mt 22.1-14). Sendo assim, nós, seres humanos, pecadores, destituídos da glória de Deus conforme Romanos 3.23, sabemos muito bem o que merecemos. E se somos salvos, é pela graça de Deus que somos salvos mediante a fé, e isso não vem de nós: é dom de Deus. Sabe o quê nos mantém vivos? A graça de Deus! Sabe o quê ainda esta impedindo a manifestação do anticristo e a grande tribulação nesta terra (2Ts 2.7)? A graça de Deus. Temos uma escolha a fazer: VIVER PARA DEUS E MORRER PARA O MUNDO OU MORRER PARA DEUS E VIVER PARA O MUNDO. Mas não de dê por desavisado: morrer para o mundo inclui o mundo dentro de si: minhas vontades, meus desejos, minhas satisfações, meus planos, meus sonhos, etc... É uma decisão! (leia Mc 8.35 e 1Jo 2.15-17).
“Quando ouvimos estas palavras, tanto nós como os daquele lugar, rogamos a Paulo que não subisse a Jerusalém. Então, ele respondeu: Que fazeis chorando e quebrantando-me o coração? Pois estou pronto não só para ser preso, mas até para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus. Como, porém, não o persuadimos, conformados, dissemos: Faça-se a vontade do Senhor!”
(At 21.12-14)
“Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice;
contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres.”
(Mc 14.36)
(1) - Disponível na internet pela Editora Mundo Cristão.