Dízimo: Lei ou Graça?

 

Nosso objetivo ao apresentar esse estudo é trazer aos irmãos uma abordagem "gentia" e neo-testamentária sobre a entrega de dízimos na igreja de hoje. Pedimos aos irmãos que porventura discordem dessa abordagem, que apenas examine as Escrituras "e que cada um prossiga segundo a medida que alcançou" (Filipenses 3.16). Deus seja louvado!

 

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DÍZIMO: LEI OU GRAÇA?

“Porque Deus ama a quem dá com alegria”
(2Co 9.7)


O que significa “dízimo”?

Dízimo, biblicamente falando, significa “a décima parte”, ou dez por cento (10%) das colheitas, das crias de animais e de tudo quanto o homem produzia.


Qual a origem do dízimo?

A primeira ocorrência do dízimo na Bíblia foi quando Abraão foi abençoado por Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo (Gn 14.18-20). O dízimo ocorre novamente quando Jacó teve o sonho com a escada que chegava até o céu, por onde os anjos subiam e desciam, e Deus fez ali uma aliança com Jacó. Esse fez ali em Betel um voto com Deus que, de tudo o que possuísse, ele devolveria a Deus o dízimo (Gn 28.10-22). Depois o dízimo só é encontrado quando é instituído na Lei de Moisés em Levítico 27.30,32 (“todos os dízimos da terra, quer dos cereais, quer do fruto das árvores, pertencem ao Senhor; santos são ao Senhor”; “todo dízimo do gado e do rebanho, de tudo o que passar debaixo da vara, esse dízimo será santo ao Senhor”).


Para que servia o dízimo?

O dízimo servia para o sustento dos Levitas. Dentre as Doze Tribos de Israel, os levitas foram escolhidos para não possuírem herança na terra e foram separados para o ministério da casa do Senhor (Nm 18.21-24). Além dos levitas, os dízimos também serviam para o socorro aos estrangeiros, órfãos e viúvas (Dt 14.29).


Não sou judeu... sou obrigado a dar o dízimo?

Não, não é obrigado. A obrigatoriedade do dízimo só é válida para os judeus, e isso enquanto houve o Templo e o ritual cerimonial pelo ministério dos sacerdotes e levitas, o que se encerrou no ano 70dC com a destruição do Templo de Jerusalém pelo Império Romano. Desde então o ministério levítico não existe mais e o dízimo perdeu sua função cerimonial dentro da Lei de Moisés.


A diferença entre o caráter cerimonial e moral da Lei

O fato de a Igreja ser gentia e excluída da Lei de Moisés, isso não a exclui de conhecer e vivenciar de modo prático o caráter moral da Lei de Deus. Todo o caráter e a vontade de Deus está expressa desde Gênesis 1.1 até Apocalipse 22.21. Em João 1.1,3 diz que “no princípio era o Verbo (Logos), e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”; e que “todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez”. Logos é a Palavra na forma de Conhecimento. Esse foi o caráter de Jesus visto pelo Ap. João. Todo o conhecimento de Deus é a pessoa de Jesus que está expressa em toda a Bíblia. Em Deuteronômio 17.18-20 lemos assim:

“Será também que, quando se assentar sobre o trono do seu reino, escreverá para si, num livro, uma cópia desta lei, do exemplar que está diante dos levitas sacerdotes.
E o terá consigo, e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer ao Senhor seu Deus, e a guardar todas as palavras desta lei, e estes estatutos, a fim de os cumprir;
para que seu coração não se exalte sobre seus irmãos, e não se aparte do mandamento, nem para a direita nem para a esquerda; a fim de que prolongue os seus dias no seu reino, ele e seus filhos, no meio de Israel”

Por que Deus ordenou aos reis que se assentariam no trono de Israel que tivessem para si uma cópia de toda a Lei de Deus, que hoje conhecemos como o Pentateuco, ou os cinco livros de Moisés? Para que o coração deles não se exaltasse nem se desviasse para a direita ou para a esquerda. Esse é o caráter moral da Lei de Deus. Ainda que a Igreja, por ser gentia, não esteja enquadrada no cumprimento da Lei Cerimonial (por exemplo: a circuncisão, a guarda do sábado, as festas, etc), a Igreja deve conhecer o caráter moral da Lei de Deus a fim de descobrir ali o caráter e a vontade Dele.


Qual o caráter moral do dízimo na Lei?

Além dos levitas, tribo com a qual Deus fez uma aliança de Ele mesmo ser a herança deles, era comum em Israel encontrar estrangeiros refugiados de outros povos, órfãos e viúvas que não tinham mais nenhum parente que os sustentassem, pessoas pobres que tinham sua única esperança no Deus de Israel. Tanto os levitas como essas pessoas desamparadas podiam alimentar-se e sustentar-se dos dízimos de cereais e animais que eram entregues no Templo.

Sendo assim, a Lei que obriga o povo judeu a entregar dez por cento de toda a sua renda é na verdade a fonte para socorrer a necessidade daqueles que não têm nenhuma renda, e dependem somente de Deus para viver. Isso mostra o quanto a Lei é justa e demonstra o caráter compassivo e misericordioso de Deus pelo pobre e desamparado (“Porque ele livra ao necessitado quando clama, como também ao aflito e ao que não tem quem o ajude. Compadece-se do pobre e do necessitado, e a vida dos necessitados ele salva” - Sl 72.12-13).


O dízimo fora da Lei de Moisés

Antes da instituição da Lei de Moisés, nas duas ocorrências em que o dízimo aparece em Gênesis, não havia nenhuma obrigação em dizimar. Primeiramente vamos estudar a ocorrência do dízimo com Abraão, aprox. 400 anos antes da Lei:

“Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; pois era sacerdote do Deus Altíssimo; e abençoou a Abrão, dizendo: bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra! E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo”
(Gn 14.18-20)

Esse texto nos conta sobre o breve encontro que Abraão teve com Melquisedeque, e que motivou em Abraão entregar-lhe o dízimo de tudo. Quem é este Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, que veio ao encontro de Abraão trazendo pão e vinho e o abençoou? Vamos ver o que o autor da Carta aos Hebreus fala sobre Melquisedeque:

Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que saiu ao encontro de Abraão quando este regressava da matança dos reis, e o abençoou, a quem também Abraão separou o dízimo de tudo (sendo primeiramente, por interpretação do seu nome, rei de justiça, e depois também rei de Salém, que é rei de paz; sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas feito semelhante ao Filho de Deus), permanece sacerdote para sempre.
Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu o dízimo dentre os melhores despojos”

(Hb 7.1-4)

Você conhece alguém além de Jesus que não tem “princípio de dias nem fim de existência”, ou seja, eterno? E também “sem pai nem mãe”, sem genealogia natural desta terra? E também “feito semelhante ao Filho de Deus?” Quer ver mais uma notável semelhança?

“E tomando pão, e havendo dado graças, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.
Semelhantemente, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança meu sangue, que é derramado em favor de vós”

(Lc 22.19-20)

Ou seja, dar o dízimo espontaneamente, sem força de Lei, é um ato totalmente gracioso da parte de alguém que teve um encontro real com Jesus, que o conheceu verdadeiramente e sabe que é abençoado por Ele. A segunda ocorrência do dízimo no livro de Gênesis demonstra essa mesma condição:

“Partiu, pois, Jacó de Beer-Seba e se foi em direção a Harã; e chegou a um lugar onde passou a noite, porque o sol já se havia posto; e, tomando uma das pedras do lugar e pondo-a debaixo da cabeça, deitou-se ali para dormir.
Então sonhou: estava posta sobre a terra uma escada, cujo topo chegava ao céu; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela; por cima dela estava o Senhor, que disse: Eu sou o Senhor, o Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra em que estás deitado, eu a darei a ti e à tua descendência; e a tua descendência será como o pó da terra; dilatar-te-ás para o ocidente, para o oriente, para o norte e para o sul; por meio de ti e da tua descendência serão benditas todas as famílias da terra. Eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; pois não te deixarei até que haja cumprido aquilo de que te tenho falado.
Ao acordar Jacó do seu sono, disse: Realmente o Senhor está neste lugar; e eu não o sabia. E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos céus.
Jacó levantou-se de manhã cedo, tomou a pedra que pusera debaixo da cabeça, e a pôs como coluna; e derramou-lhe azeite em cima. E chamou aquele lugar Betel; porém o nome da cidade antes era Luz.
Fez também Jacó um voto, dizendo: Se Deus for comigo e me guardar neste caminho que vou seguindo, e me der pão para comer e vestes para vestir, de modo que eu volte em paz à casa de meu pai, e se o Senhor for o meu Deus, então esta pedra que tenho posto como coluna será casa de Deus;
e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo”

(Gn 28.10-22)

Jacó não decidiu dar o dízimo de tudo porque foi constrangido a fazer isso, tampouco foi obrigado a fazer isso por força da Lei, mas porque Deus apresentou-se a ele no sonho, e com ele estabeleceu uma aliança. Isso nos mostra que dar o dízimo é o mínimo que podemos fazer quando temos com Ele uma aliança. Lembrando que o dízimo não nos pertence, mas é propriedade de Deus (Lv 27.30,32), devolvê-lo é tudo o que queremos fazer quando nos é revelado quem Ele realmente é.


Tem dízimo no Novo Testamento?

Não, não tem dízimo no Novo Testamento. Porém, em todo o Novo Testamento encontramos referências a ofertas constantes de dinheiro, bens e objetos de alto valor; ofertas essas que cumpriam o mesmo caráter dos dízimos no Antigo Testamento. Como o dízimo (que já existia de modo voluntário antes da Lei) foi instituído como mandamento na Lei de Moisés, era de se esperar que a Igreja, fruto da Nova Aliança, não adotasse nenhuma lei ou costume da Antiga Aliança. Para os primeiros cristãos de Jerusalém não foi fácil manter o cristianismo isento dos costumes religiosos do judaísmo, e o Apóstolo Paulo lutou para manter o cristianismo puro e simples como ele é. Porém Paulo jamais anulou o caráter moral da Lei, que aponta para Deus, porque este expressa o caráter de Deus e a vontade dele para a Igreja.


A Lei e a Graça

A esse ponto, alguém poderia dizer: “sendo assim, então eu não preciso dar o dízimo”. Sobre isso Paulo escreveu:

“Mas, antes que viesse a fé, estávamos guardados debaixo da lei, encerrados para aquela fé que se havia de revelar. De modo que a lei se tornou nosso aio (guia) para nos conduzir a Cristo, a fim de que pela fé fôssemos justificados. Mas, depois que veio a fé, já não permanecemos subordinados ao aio. Pois todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo”
(Gl 3.23-27)

Qual a diferença entre a Lei e a Graça? A diferença é que na Lei eu sou obrigado a cumpri-la, querendo ou não, amando a Deus ou não. Já a Graça me capacita a cumprir a Lei por amor; a Graça nos coloca acima da Lei, não para quebrá-la, mas para nos fazer cumpri-la porque agora amamos a Cristo. Não o fazemos agora por obrigação, mas por amor. Quem gostaria de ter em casa um marido ou esposa que permanecesse casado por obrigação, e não por amor? O casamento é o contrato legal que nos obriga a manter o casamento, mas o amor é a força que nutre o casamento e nos faz felizes sendo casados! Essa analogia serve muito bem para entendermos porque a Lei existe e como ela nos conduziu à Graça de Cristo – para nos fazer cumprir a vontade de Deus por amor e dedicação a Ele, e não por força.


Avareza, amor ao dinheiro e a dedicação ao deus Mamon

Antes de falarmos propriamente sobre as ofertas no Novo Testamento, vamos falar sobre o que pode realmente competir com Deus em nossas vidas: o amor ao dinheiro. A avareza é o pecado que nos faz ser apegados a coisas, a bens materiais, às riquezas e ao dinheiro. Jesus não considera Satanás como adversário dele tanto quanto considera Mamon, o demônio encarregado pelo diabo de aprisionar as pessoas pelo amor ao dinheiro. Jesus sabia que o apego às coisas materiais iria fazer oposição ao amor a Deus. Vejamos com bastante critério o texto abaixo, dito pelo Nosso Senhor:

“Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.
A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz; se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes são tais trevas!
Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas”

(Mt 6.19-24)

Observe aqui nesse texto que o assunto é bastante claro, Ele está falando de acúmulo de riquezas, bens, dinheiro. A primeira grande verdade aqui que trata da avareza está no verso 21: “Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração”. O que o Senhor está nos falando é que a minha recompensa virá de onde eu estou depositando a minha esperança: ou a minha esperança é o que o Céu pode me dar, ou a minha esperança é o que a Terra pode me dar. O Céu pode me dar a salvação, a vida eterna, a comunhão com Deus, o arrebatamento, os dons do Espírito Santo e tudo o mais que provém de Deus, mas não pode me dar dinheiro, riquezas ou bens; essas coisas só a Terra pode dar. Porém, a terra não pode dar nada que provém do Céu. Ou a minha esperança está nos lugares celestiais em Cristo, com Deus, ou está nesta terra aqui. Aqueles que desejam viver eternamente com Deus, ser Noiva Dele, ser arrebatado para Ele, não vivem muito preocupados com as coisas terrenas... Do mesmo modo quem deseja ardorosamente ajuntar tesouros e tornar-se rico aqui não pode esperar nada do Céu. O coração dessa pessoa não está lá! A esperança dela não está lá, mas está aqui. Todo o tesouro, toda a recompensa dessa infeliz pessoa será somente o que a terra pode dar. Não tem como dividir o coração entre o Céu e a Terra. Ou está lá, ou está aqui. Não tem jeito.

E mais: a avareza está escondida no modo como olhamos para as riquezas. Se olhamos para o dinheiro de modo que nossa esperança se firme nele, isso é sinal que o nosso interior está tão vazio da luz de Deus que o Senhor chamou isso de “quão grandes trevas!” (v. 23). Lembra de quando Abraão teve o encontro com Melquisedeque? Logo em seguida a esse encontro veio a Abraão o rei de Sodoma com a seguinte proposta: “Dá-me a mim as pessoas; e os bens toma-os para ti” (Gn 14.21). Percebe a analogia? Ou daremos valor a coisas, ou daremos valor às pessoas. Satanás sabe disso desde a queda de Adão e Eva. Alguém certa vez disse: “Use as pessoas para conquistar os bens”. Percebe o tanto que o diabo quer que nossos olhos valorizem as riquezas? Porque o amor ao dinheiro tira os nossos olhos do que realmente tem valor: as pessoas. Deus fez a terra e toda a sua riqueza para ser compartilhada entre todos de modo que não houvesse nenhum necessitado. Deus ama as pessoas, e por isso nos deu as riquezas, para que através da compaixão, aliviando-lhes o sofrimento, amemos as pessoas e não as riquezas.

O Senhor Jesus encerrou a questão afirmando que ou Deus é Senhor sobre nós, governando toda a nossa vida, ou Mamon o será. É impossível, Jesus disse, que sirvamos a dois senhores: a Deus e a Mamon. Ou nossa vida será de Deus, ou será de Mamon. E o sintoma é esse: a quem você dedica o seu tempo, sua devoção, sua atenção e seu propósito? Seja sincero com você mesmo: ponha na balança toda a sua dedicação a Deus de um lado, e do outro lado toda a sua dedicação ao dinheiro e aos bens... Qual pesa mais? O que vencer, esse é o seu deus. A avareza – o amor às riquezas – é pecado comparado à idolatria e à feitiçaria e a ira de Deus vem sobre os que tais coisas praticam (Cl 3.5). Portanto, se Mamon é deus sobre você, arrependa-se e desvie o seu amor para o que realmente têm verdadeiro valor.

Você conhece o jovem rico que quis ser discípulo de Jesus? (Mt 19.16-22). O Senhor impôs a ele uma condição: ou vende todos os bens e dá o dinheiro aos pobres para tornar-se discípulo, ou desista. E ele infelizmente desistiu, demonstrando com sua atitude que o amor dele não era a Deus, mas sim às riquezas que possuía.


As ofertas no Novo Testamento

Depois de Pentecostes, quando o Senhor cumpriu a promessa de dar-nos o Espírito Santo, inaugurando a era da Igreja, os irmãos que se reuniam normalmente adotaram um padrão para a entrega de ofertas para a Igreja:

“Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um”
(At 2.44-45)

“Com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Pois não havia entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que vendiam e o depositavam aos pés dos apóstolos. E se repartia a qualquer um que tivesse necessidade”
(At 4.33-35)

Pense nisso! Aqueles que tinham bens, casas, terrenos e coisas de valor, vendiam o que tinham e depositavam aos pés dos apóstolos... Por que eles faziam isso? Por causa da graça abundante que estava sobre todos eles! A graça faz isso! Sem dúvida havia entre eles muitos pobres, pessoas com dificuldades financeiras, porém o amor de Deus fazia com que os que tinham bens não valorizassem os bens, mas que valorizassem a vida dos irmãos... “E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um” (At. 2.45). Não havia diferença entre eles... Entenderam realmente o que é uma família, o que é ser irmão. O amor faz isso. Mas todo esse montante de dinheiro era depositado aos pés dos apóstolos... Isso nos mostra a autoridade mediadora dos líderes da Igreja, administrando e presidindo os bens e recursos, porque além dos necessitados havia também a necessidade dos santos, os obreiros que estavam dedicados à obra do Senhor. E os irmãos faziam isso sem nenhum constrangimento nem censura no coração; confiavam totalmente que o correto a ser feito era depositar o dinheiro aos pés dos apóstolos da Igreja.


As ofertas aos irmãos necessitados da Judéia

Sabemos que, após a ocasião do apedrejamento de Estêvão (onde Saulo consentia com a morte dele – At 7.54-60, mas que depois se converteu ao Senhor no caminho de Damasco – At 9.1-9), iniciou-se uma terrível perseguição contra os cristãos por toda a Judéia. A Igreja foi assolada nesse período, dispersando todos os discípulos. A perseguição contra os cristãos da Judéia foi tamanha que lhes era negado qualquer oportunidade de serviço, emprego, nada... não lhes era permitido exercer nenhum trabalho a menos que negassem a Cristo. Muitos irmãos (muitos mesmo!... milhares de cristãos da Judéia) passaram a morar nas ruas ou foram para os montes e para os desertos se abrigarem em cavernas, para não negarem a Cristo mediante tamanha oposição. Isso durou por muitos anos e ainda tornou-se mais terrível quando Jerusalém foi destruída pelos romanos no ano 70dc. Aí sim os cristãos foram decretados à morte em todo o Império Romano.

Foi nesse cenário que os irmãos da Macedônia, que eram gentios, promoveram uma coleta a favor desses irmãos perseguidos na Judéia, como lemos a seguir:

“Mas agora estou de partida para Jerusalém a serviço dos santos. Porque pareceu bem à Macedônia e à Acaia levantar uma oferta fraternal para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém. Isto pois lhes pareceu bem, como devedores que são para com eles. Porque, se os gentios foram participantes das bênçãos espirituais dos judeus, devem também servir a estes com bens materiais”
(Rm 15.25-27)

“Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus que foi dada às igrejas da Macedônia; como, em muita prova de tribulação, a abundância do seu gozo e sua profunda pobreza abundaram em riquezas da sua generosidade. Porque, dou-lhes testemunho de que, segundo as suas posses, e ainda acima das suas posses, deram voluntariamente, pedindo-nos, com muito encarecimento, o privilégio de participarem deste serviço a favor dos santos; e não somente fizeram como nós esperávamos, mas primeiramente a si mesmos se deram ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus”
(2Co 8.1-5)

Como lemos acima, descobrimos que os cristãos da Macedônia não eram ricos... Não deram daquilo que lhes sobrava... O texto não cita que casas, terras ou bens foram vendidos para suprir os irmãos carentes da Judéia, mas que na sua profunda pobreza abundaram em riquezas por sua generosidade (v. 2). Lembra-se da ocasião onde Jesus via as ofertas que os homens lançavam no gazofilácio, quando aquela pobre senhora lançou poucas moedas? (Mc 12.41-44). O mesmo aroma suave, de oferta agradável ao Senhor, como foi a oferta daquela viúva pobre, foi a desses irmãos macedônios em favor dos irmãos da Judéia (“porque, dou-lhes testemunho de que, segundo as suas posses, e ainda acima das suas posses, deram voluntariamente” - v. 3). Muito provavelmente eles nem se conheciam, mas a compaixão e o zelo por seus irmãos o moveram a fazer isso – o amor de Deus neles fez isso.


As ofertas aos ministros da Igreja

Do mesmo modo como havia no Antigo Testamento os levitas e sacerdotes, que eram separados para o serviço sagrado e não podiam trabalhar secularmente, sendo providos em seu sustento pelas ofertas provenientes dos dízimos dos judeus, assim também ocorreu com os apóstolos na Igreja Primitiva. Em Jerusalém, a Igreja crescia assustadoramente (At 5.28; 6.1), e houve a necessidade de instituir diáconos que fossem encarregados de auxiliar nas ofertas para as viúvas (veja aqui também o caráter do dízimo no NT!). Pedro, Tiago e João, apóstolos, estavam dedicados exclusivamente ao serviço da Igreja – “à oração e ao ministério da palavra” (v. 4). Certamente os apóstolos tinham família, esposa e filhos para sustentar, e com isso a necessidade de serem supridos pelas ofertas da Igreja também. A esse respeito o Senhor Jesus ordenou aos apóstolos:

“Não vos provereis de ouro, nem de prata, nem de cobre, em vossos cintos; nem de alforje para o caminho, nem de duas túnicas, nem de alparcas, nem de bordão; porque digno é o trabalhador do seu alimento”
(Mt 10.9-10, ler também Lc 10.7)

A respeito desse texto o Ap. Paulo escreveu assim aos Coríntios:

“Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que servem ao altar, participam do altar? Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho”
(1Co 9.13-14)

Além do sustento pessoal de cada um dos apóstolos e dos demais servos que estavam à serviço da Igreja, havia também as necessidades da própria obra, por exemplo o sustento do Ap. Paulo, que não tinha família porém deu sua vida para evangelizar todo o mundo conhecido de então. A igreja que Paulo fundou em Filipos reconhecia a necessidade da Igreja em investir no ministério do Ap. Paulo, e assim o fez:

“Ora, muito me regozijo no Senhor por terdes finalmente renovado o vosso cuidado para comigo; do qual na verdade andáveis lembrados, mas vos faltava oportunidade. Não digo isto por causa de necessidade, porque já aprendi a contentar-me com as circunstâncias em que me encontre. Sei passar falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece.
Todavia fizestes bem em tomar parte na minha aflição. Também vós sabeis, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo no sentido de dar e de receber, senão vós somente; porque estando eu ainda em Tessalônica, não uma só vez, mas duas, mandastes suprir-me as necessidades. Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que cresça para a vossa conta.
Mas tenho tudo; tenho-o até em abundância; cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus”

(Fp 4.10-18)

Além das ofertas provenientes da igreja de Filipos para o seu sustento, era comum o Ap. Paulo receber ofertas provenientes também de outras igrejas fundadas por ele (2Co 11.8). Não que Paulo se recusasse a trabalhar, muito pelo contrário: quando ele foi a Corinto pela primeira vez, associou a necessidade de trabalho com a oportunidade de conquistar Áquila e Priscila para Cristo, pois eram da mesma profissão de Paulo – costuravam tendas (At 18.1-3). Mas assim que Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo “se entregou totalmente à palavra” (v. 5). Isso nos mostra que os irmãos macedônios enviaram uma oferta para a dedicação integral de Paulo ao ministério.

Não há dúvidas que, se essas igrejas não tivessem contribuído de tal forma com o ministério do Ap. Paulo e de tantos outros ministros que dedicaram suas vidas a viver para Deus, provavelmente o Evangelho não teria alcançado o mundo todo como alcançou. O ministério de Paulo alcançou em poucos anos toda a Ásia Menor, a Espanha e os países ao sul da Europa (At 19.10; Rm 15.19,24). Qual ministério hoje se assemelharia ao da Igreja Primitiva, que com os pobres recursos de comunicação e transporte disponíveis na época e por um período de 70 anos evangelizou tantos quanto pôde (“todos os moradores da Ásia” – At 19.10!) e tantas igrejas estabeleceu num raio de 3 mil km?!! Isso só se tornou possível porque a Igreja que “ficava” contribuiu com liberalidade e com alegria a favor daqueles que “iam”, para estabelecer a igreja que estava “lá”. Os irmãos entenderam o verdadeiro sentido do que é o Ide: que também é participar com meus bens para que a Igreja seja estabelecida “em todas as nações” (Mt 28.19), “por todo o mundo” (Mc 16.15), “tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria e até os confins da terra” (At 1.8).


As ofertas da Igreja de hoje

Como lemos acima sobre o Ide do Senhor Jesus, ele está definido aqui:

“Ide e fazei discípulos de todas as nações”
(Mt 28.19)

“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”
(Mc 16.15)

“E sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”
(At 1.8)

Não há dúvida nenhuma que aqui a Igreja recebeu um mandamento objetivo do Senhor – o dono da Igreja: ir por todo o mundo e fazer discípulos de Jesus em todas as nações da Terra, começando por Jerusalém e alcançando até os confins – os povos, tribos, línguas e nações mais remotas – da Terra. Porém há um detalhe bastante claro em Atos 1.8 que poucos líderes atentam: que é para o emprego correto e na proporção adequada dos recursos espirituais, humanos, financeiros e materiais para o devido cumprimento do “Ide”. Vejamos as conjunções empregadas pelo Senhor em Atos 1.8:

“E sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”

Aqui estão as três conjunções: TANTO EM... COMO EM... E ATÉ... o que isso quer dizer? Quer dizer que a proporção correta de todos os recursos materiais, espirituais, humanos e financeiros da Igreja DEVEM ser empregados de modo equivalente TANTO EM Jerusalém COMO EM toda a Judéia e Samaria E ATÉ os confins da Terra. Uma pergunta: qual é hoje a nossa Jerusalém? Não há dúvidas que todos diriam que a nossa Jerusalém hoje é a nossa igreja local, aqui onde estamos. E qual seria nossa Judéia e Samaria? Nossa Judéia seria a região, o estado ou a nação onde estamos... Samaria, assim como no contexto dos cristãos primitivos, seriam os pobres, as viúvas, os órfãos e os estrangeiros pobres que estão “por aí” e são nossa responsabilidade (At 6.1). E os confins da Terra? Esse é o mesmo tanto para os cristãos primitivos quanto para nós: são cada tribo, língua, povo e nação da Terra os quais o Senhor Jesus comprou-os com o Seu sangue (Ap 5.9). E o texto de Atos 1.8 sugere uma equivalência para o direcionamento dos recursos TANTO NA igreja local, COMO NAS igrejas que estabelecemos em outras cidades pela nossa região, estado ou nação E TAMBÉM PARA os pobres, órfãos, viúvas e estrangeiros que procuram refúgio em nossas cidades, E ATÉ NA obra missionária para o estabelecimento de igrejas onde o nome de Jesus não é conhecido. O problema é que isso não acontece. Por quê?

Diferentemente da Igreja Cristã na parte oriental do mundo, que, em primeiro lugar, sofre duríssima perseguição pela causa de Cristo; e também porque entende que não é justificável empregar recursos em coisas que não têm base bíblica, a Igreja Cristã na parte ocidental do mundo adotou o modelo de cristianismo que foi primeiramente aplicado pela Igreja Católica – que é centralizar toda a atividade da Igreja em torno do seu templo (edifício este que perdeu sua característica de “casa de Deus” desde que Jesus ressuscitou e transferiu o centro de adoração a Ele para o coração de todo aquele que crê Nele – Jo 2.19; Jo 4.20-24; At 7.48-50; 1Co 3.16-17; 2Co 6.16; Ef 2.19-22; 1Pe 2.5). A Igreja Católica, por sua vez, imitou este modelo centralizado em templo das religiões pagãs, que construíam templos para ali guardarem os seus ídolos e prestarem culto aos seus deuses. No entanto, em trezentos anos de igreja primitiva, não se encontra nenhuma referência ao investimento de recursos em prédios ou lugares públicos para a reunião da igreja. E essa igreja alcançou os confins da Terra! Por quê? Porque diligentemente empregou os seus recursos não em coisas, mas em pessoas: TANTO EM Jerusalém COMO EM toda a Judéia e Samaria E ATÉ os confins da Terra... O livro de Atos e as cartas de Paulo testificam isso. Infelizmente o modelo adotado pela igreja ocidental exige que mais de 95% de todos os recursos humanos, materiais e financeiros sejam empregados na igreja local e nas congregações vizinhas, sobrando talvez 5% desses recursos para dividir entre os pobres, viúvas, órfãos e a obra de missões. Talvez a igreja ocidental ore e jejue pela obra de missões (o que é extremamente necessário – é o que chamamos de “recursos espirituais”) mas está longe de ser suficiente. O modelo ocidental de igreja – que exige aluguel ou construção de “templos”, compra de cadeiras, sonorização, climatização, despesas fixas de energia elétrica, manutenção, etc... – tudo isso fez do dízimo a “pedra angular” de sustentabilidade desses ministérios nesta parte do mundo. Sem a apologia ao mandamento do dízimo com base em Malaquias 3.10, sem dúvida nenhuma esses ministérios teriam que buscar no modelo da igreja primitiva o único modelo possível para permanecerem em atividade. Essa apologia ao dízimo descaracterizou a verdade espiritual e moral que está intrínseca na Lei, e que, por sua natureza judaica, não se aplica à Igreja Cristã e está inadequadamente amordaçando na Lei os cristãos que são chamados à liberdade em Cristo, que poderiam ser livres a ponto de contribuírem com a Igreja na mesma proporção ou em até maior proporção com que a Igreja Primitiva contribuiu.

O que Jesus ordenou em Atos 1.8 é que todos esses recursos sejam empregados de modo equivalente em todas as esferas de atuação da Igreja, em tudo o que o Senhor ordenou – desde Jerusalém até os confins da Terra. Essa é a vontade do Senhor. Como disse o Sr. Hudson Taylor, missionário inglês na China: “a obra de Deus, feita à maneira de Deus, é amplamente suprida por Deus”.


E você, o que vai fazer?

É muito fácil descobrir quem são aqueles que realmente amam a Deus e compreendem o que é a Igreja e a obra do Senhor: são aqueles que não têm nenhuma barreira para DAR, seja o que for. Seja bens, imóveis, veículos, dinheiro, e até mesmo a própria vida (estamos falando daqueles que desistem dos seus sonhos e decidem viver só para a vontade de Deus).

Quem tem apego ao dinheiro, como o jovem rico, para este muito dinheiro para si mesmo é sempre pouco; e pouco dinheiro para a Obra é sempre muito. A avareza está instalada no coração desta pobre pessoa e é ela quem está no centro de todos os seus planos e sonhos. Ainda que confesse a Jesus, Ele não é o Senhor da sua vida. Ele não está no centro.

Agora, seria muito dar 10% do ordenado para a Igreja e ficar com 90%? Parece injusto? Até que parece sim! Olhe ao seu redor... respire fundo... quanto você paga pelo ar que respira? E o fôlego que está aí dentro de você e te faz viver, quanto pagou por ele? Quanto você paga pela luz do sol que faz com que você possa viver na Terra? Olhe à sua volta! Até parece mesmo injustiça contribuir com no máximo 10% do que ganha para que mais e mais vidas como eu conheçam a salvação no Único Deus e Senhor, e ficar ainda com 90%. A Lei é para aqueles que precisam de um jugo para lhes dizer o que devem fazer, porque se lhes fosse tirado o jugo, nem isso fariam. Dez por cento não dariam, nem menos que isso. Ou você pode hoje decidir viver a plenitude da vida de Deus, tendo Ele como seu provedor, renunciando o governo de Mamon sobre você, estabelecendo a verdade da palavra de Deus sobre você, como está escrito:

“E isto afirmo: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará.
Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra; conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre.
Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça, enquanto em tudo enriqueceis para toda a liberalidade, a qual por nós reverte em ações de graças a Deus.
Porque a ministração deste serviço não só supre as necessidades dos santos, mas também transborda em muitas ações de graças a Deus; visto como, na prova desta ministração, eles glorificam a Deus pela submissão que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade da vossa contribuição para eles, e para todos; enquanto eles, pela oração por vós, demonstram o ardente afeto que vos têm, por causa da superabundante graça de Deus que há em vós.
Graças a Deus pelo seu dom inefável”

(2Co 9.6-15)

Você pode ser participante da superabundante graça de Deus, amando a Deus e participando da Obra que Ele está realizando hoje na Terra através das suas contribuições. Nossas ofertas são um sinal da nossa confissão ao Evangelho e revelam a quem pertence o nosso coração. Se o meu coração é Dele, tudo o que é meu é Dele e tudo o que é Dele é meu! Ele é o meu tesouro, Ele é a minha herança! Que você também possa dizer:

“O meu amado é meu, e eu sou dele”
(Ct 2.16)

 


A respeito desse assunto, recomendamos fortemente a leitura do Capítulo 32 do livro "O Ministro que Faz Discípulos". Também sugerimos a leitura do marcador "Dízimos e ofertas".

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